Acordei com o corpo inquieto, o peito acelerado desde que o Fábio viajou de manhã. A casa parecia maior sem ele, e eu já sabia que a gente ia ficar sozinha por alguns dias. Fiquei deitada mais um pouco, o short de algodão colado na pele, a blusa fina que mal cobria os mamilos.
Desci descalça, os pés frios no piso de cerâmica. Na cozinha acendi o fogão, o cheiro forte de café subiu. Coloquei a cafeteira no fogo e fiquei ali parada, olhando o vapor que subia. O silêncio era estranho, parecia que a casa estava me ouvindo respirar.
Abri o armário procurando o pão, mas meu pensamento já estava longe dali. Sabia que ele estava no banheiro de hóspedes, que tinha dormido ali desde a noite anterior. O coração acelerou de um jeito que eu não esperava.
O chuveiro parou de repente. O som da água sumiu e eu ouvi o barulho de alguém se movendo do outro lado da parede. Meu peito apertou. Apertei a borda da pia sem querer, o calor do fogão subindo pela camiseta.
Ele apareceu na porta da cozinha enrolado só na toalha branca, a pele ainda brilhando de água. Os ombros pareciam mais largos assim, a toalha presa na cintura e caindo um pouco mais de um lado. Eu fingi que olhava pro fogão, mas vi ele parado ali, descalço, o cabelo escuro molhado caindo na testa.
— Café tá quase pronto. Quer com pão ou só a xícara mesmo?
Ele passou a mão no peito, tirando uma gota que escorria.
— Só café tá bom. Obrigado.
Fiquei mexendo a cafeteira, ouvindo o som distante de um carro passando na rua. O cheiro de café misturava com o dele, que vinha do banheiro, algo fresco e quente ao mesmo tempo. O silêncio ficou mais denso. Eu sentia ele ali, do outro lado da mesa, a toalha marcando a cintura molhada.
O vapor do café subia em volta da cafeteira e eu continuei mexendo, o cheiro forte subindo junto com o calor do fogão. Os ombros dele pareciam maiores assim, com a luz da manhã batendo direto na pele úmida.
Ele entrou sem pressa, os pés descalços fazendo pouco barulho no piso frio. Parou ao lado da mesa, pegou uma xícara do armário e virou pra mim com um meio sorriso.
— Só o café tá bom, Renata… mas hoje tá com um cheiro diferente, ou sou eu que tô com fome de outra coisa?
Eu ri baixo, sem tirar os olhos da cafeteira, mas meu coração deu um pulo esquisito.
— Fome de outra coisa? Cuidado que o Fábio viajou, mas a casa ainda é dele.
Ele serviu o café, inclinando a cafeteira com um movimento calmo. O vapor subiu entre nós dois e eu senti o cheiro dele misturando com o do café, algo limpo e quente.
— Então me avisa se eu estiver pisando em território proibido.
Eu levantei o olhar e cruzei com o dele. Ele não desviou. Ficou me olhando mais tempo que o normal, o café na mão, a toalha escorregando um pouco mais na cintura molhada.
— Eu vi que o Fábio postou um story no aeroporto, a mala vermelha no chão, o portão atrás. Digitei uma resposta rápida, mas apaguei tudo antes de mandar. Fiquei só olhando a tela preta depois.
— Fábio mandou mensagem? — ele perguntou, a voz mais baixa que antes, como se o assunto não fosse o que ele realmente queria dizer.
— Só story — respondi, guardando o celular no bolso da blusa, a boca seca por causa do café e da forma como ele continuava me olhando. — Já deve estar embarcando agora.
Ele apoiou a mão na mesa, os dedos longos batendo no tampo. A toalha deslizou mais um centímetro na cintura molhada, mas ele não pareceu notar. Eu vi a linha do quadril dele marcada pelo tecido, a pele brilhando onde a água ainda escorria.
— Ele sempre viaja muito, né? — falou, o olhar demorando na minha boca antes de subir de novo. — E deixa você sozinha aqui com a casa toda.
Quer essa cena com o seu jeito?
Escrever minha versãoEu ri baixo, o som saindo mais nervoso do que eu queria. Meu dedo traçou o fio da cafeteira sem eu perceber, o metal quente.
— A gente se acostuma — respondi, o café na minha xícara esfriando enquanto eu não conseguia desviar o olhar dos ombros dele, largos e molhados, a água escorrendo pelo peito. — Ou finge que se acostuma.
O som distante de um carro passando na rua preencheu o silêncio por uns segundos. Eu peguei o celular de novo, mandei um emoji neutro pra Fábio, esperei o visto azul aparecer e guardei o aparelho rápido, o coração batendo forte na garganta. Ele continuava parado ali, a xícara na mão, sem desviar o olhar.
A cafeteira chiava no fogão. Eu continuei parada, o vapor subindo entre a gente, mas ele deu um passo, depois outro, até o espaço entre nós dois ficar pequeno demais pra fingir que era coincidência.
— Tô fazendo um curso de edição agora — ele falou, a voz mais baixa, quase um murmúrio. — Fábio que indicou. Achei que ia ser só pra preencher o tempo, mas tô gostando.
A respiração dele batia leve na minha bochecha. Eu senti o cheiro de sabonete ainda fresco na pele dele misturado com o vapor do banho que não saíra de todo. Meu dedo apertou a borda da xícara, sem conseguir levantar o olhar do movimento da boca dele.
— E você… — ele continuou, parando por um segundo pra respirar. — Você parece tão tranquila aqui sozinha. Como se já soubesse que eu ia olhar pra você desse jeito.
Eu estiquei o braço pra pegar o pote de açúcar na bancada atrás dele. O quadril quase encostou no dele, o tecido fino do short roçando na toalha molhada. O calor dele subiu direto pela minha pele, mesmo sem contato. Eu congelei ali, a mão parada no pote, sentindo o pulso dele na garganta.
Ele segurou meu braço com a mão livre, os dedos quentes e firmes no cotovelo. Puxou, me virando só o suficiente pra encostar a boca na minha. O beijo foi leve no começo, o gosto de pasta de dente ainda na língua dele. Depois ficou mais fundo, a boca abrindo contra a minha.
Minha mão subiu pelo peito dele sem eu pensar. A toalha áspera ainda molhada por baixo dos meus dedos, o calor da pele dele subindo pelo tecido. Eu senti o músculo firme por baixo, o quadril dele ligeiramente inclinado pra frente, o quadrado da toalha marcando a cintura.
— Não para — falei contra a boca dele.
Ele desceu a mão pelas minhas costas, a palma aberta e quente por cima da blusa fina. Apertou minha cintura por cima do short, os dedos abrindo e fechando, sentindo o tecido ceder um pouco. Meu corpo inteiro pareceu se inclinar pra frente, buscando mais contato, a respiração presa contra o peito dele.
Ele puxou a blusa pra cima, o tecido enrolando nos dedos. Minha pele ficou exposta na cintura, o ar da cozinha tocando direto no abdômen. Ele desceu a mão de novo, agora sobre a pele, apertando a curva da minha cintura por cima do short. O beijo continuou, mais urgente, a boca dele buscando mais fundo, a respiração misturada com a minha.
— Eu queria fazer isso desde ontem — ele falou, os lábios ainda roçando os meus. — Desde que te vi descendo as escadas.
Minha mão desceu até a borda da toalha, sentindo o quadril dele por baixo do tecido. Ele apertou mais a minha cintura, puxando meu corpo contra o dele. A toalha molhada roçou na blusa, o quadrado do quadril dele marcado contra o meu.
Ele soltou a toalha um segundo, só o tempo de puxar meu short um pouco pra baixo na cintura, os dedos quentes na pele exposta. A blusa subiu mais, o ar frio da cozinha tocando as costelas. Eu senti o quadril dele roçando o meu, a toalha molhada marcando o contorno do pau dele por baixo do tecido.
— Fábio volta quando? — ele perguntou contra minha boca, a respiração quente e irregular.
— Só sábado — respondi, a voz entrecortada. — Ele disse que ia ficar até tarde hoje.
Minha mão subiu de novo pelo peito dele, sentindo o coração batendo forte por baixo da pele. Ele desceu a mão pela minha coxa, apertando por cima do short, os dedos marcando a pele através do tecido fino.
Minhas costas encostaram na bancada. Ele se inclinou mais pra frente, o corpo dele cobrindo o meu, a toalha molhada roçando na minha barriga. A mão dele apertou minha cintura por cima do short, puxando meu quadril contra o dele. Eu senti o pau dele duro por baixo da toalha, pressionando contra minha barriga, a respiração dele acelerando contra minha boca.
— Você tá tremendo — ele falou, a voz rouca, o beijo parando por um segundo. — Tá com frio?
— Não — respondi, puxando ele mais perto. — Tá com calor.
Eu abri um pouco as pernas sem pensar, o short subindo na coxa. A mão dele subiu de novo, apertando minha cintura, puxando meu corpo contra o dele. O beijo continuou, mais urgente, a boca dele buscando mais fundo, a respiração misturada com a minha.
Ele apertou minha cintura com mais força, o beijo ficando mais fundo. Eu senti o pau dele duro contra minha barriga, a toalha molhada marcando o contorno através do tecido.
Ele puxou meu short mais um pouco pra baixo, os dedos quentes na pele da cintura. A blusa subiu mais, expondo mais pele. Ele desceu a mão pela minha coxa, apertando por cima do short, os dedos marcando a pele através do tecido fino.
— Não para — respondi, puxando ele mais perto.
Ele desceu a mão pelas minhas costas, apertando minha cintura por cima do short. O beijo continuou, mais profundo, a respiração dele acelerando contra a minha.

