Acordei com o corpo já inquieto, sabendo que hoje a quarta sessão ia mudar tudo. A noite inteira tinha sido de revirar, de sentir o short colando na pele por causa do calor que subia do meio das pernas. O dia na loja passou devagar, mas eu só conseguia pensar na hora que ia bater o ponto e voltar pra casa.
Quando abri a porta, Rafael já estava parado ali com a mochila no ombro. O cheiro de óleo de massagem com lavanda subiu na hora, misturado com um suor fresco que ele trazia da rua.
— Oi Rafael, entra, o Marcelo acabou de sair pra academia, temos tempo bom hoje — falei, dando um passo pra trás pra ele passar.
Ele entrou, deixou a mochila no chão e foi abrindo o suporte de madeira. A maca rangia toda vez que ele encaixava uma peça. Eu fiquei ali na porta da sala, vendo os braços dele tensionando enquanto montava tudo.
— Como tá o movimento da loja? — ele perguntou, sem tirar os olhos do encaixe da maca.
— Tá correndo, mas eu tô cansada. Fiquei dobrando roupa o dia inteiro — respondi, encostando o quadril no batente.
Ele terminou de abrir a maca e passou a mão grande no tecido branco, ajeitando os cantos. O ventilador de teto zumbia lá em cima, mexendo o ar quente da sala. Eu sentia o short de algodão úmido na virilha só de ficar olhando ele trabalhar.
Eu me virei devagar e subi na maca, ajeitando o short na coxa antes de me deitar. A regata fina grudava nas costas, quente de tanto suor acumulado. Quando o peito tocou o lençol branco, o tecido já parecia úmido demais.
Ele esperou eu ficar parada antes de começar. As mãos grandes dele pousaram nas panturrilhas, quentes, o polegar pressionando devagar, como se testasse onde eu estava mais dura. Eu fechei os olhos e respirei fundo, sentindo o cheiro de óleo subir junto com o dele.
— Tá tudo travado, principalmente nas pernas… você sabe exatamente onde eu preciso — falei, a voz saindo mais baixa do que eu queria.
— Que bom, vou continuar então. Como tá sentindo as coxas hoje? — ele respondeu, e senti a palma subindo devagar pela coxa, parando só quando chegou no meio.
A maca rangia um pouco a cada movimento dele. O ventilador batia o ar quente, mas o calor que eu sentia vinha da mão subindo. Eu abri os olhos e olhei pro lado, pro braço dele flexionando enquanto ele subia mais.
— Tá pior do que na semana passada, né? — ele comentou, sem pressa.
— Tá, parece que eu durmo enrolada toda noite — respondi, tentando rir, mas a voz saiu rouca.
Ele continuou subindo, o polegar agora circulando devagar, quase chegando na virilha, mas parou. Eu senti o peso da mão dele ali, quente, e não queria que ele tirasse. O olhar dele encontrou o meu quando eu virei a cabeça um pouco, e demorou mais que o normal.
Ele continuou com aquela mão parada, o polegar apertando devagar, e eu percebi que os dedos não subiam mais. Ficavam ali, na parte de dentro da coxa, onde a pele parecia mais sensível, como se ele tivesse encontrado um ponto que valia a pena demorar. Eu senti o peso deles afundando um pouco mais na carne, sem pressa de ir embora.
Quer essa cena com o seu jeito?
Escrever minha versão— Você sempre fica tão quietinha quando eu chego nessa parte? — ele perguntou, a voz baixa, quase como se estivesse comentando o tempo.
— É que você nunca parou tanto aí antes — respondi, virando a cabeça de lado pra ver ele melhor. — Tava me perguntando se ia subir mais ou se ia ficar ali mesmo.
Ele sorriu um pouco, sem tirar a mão. Os dedos pressionavam a carne devagar, um círculo pequeno que parecia não ter fim. Eu sentia a respiração dele mudando, mais baixa, como se ele estivesse pensando se valia a pena continuar ou se era melhor parar ali.
— O Marcelo volta só daqui a uma hora, né? — ele falou, ainda sem mexer a mão.
— Pelo menos. Ele falou que ia tentar alongar um pouco depois do treino — respondi, sentindo o short colar na virilha de um jeito que não tinha nada a ver com a massagem.
Ele deu uma risadinha baixa, quase um suspiro, e finalmente tirou a mão. Eu virei devagar de barriga pra cima, sentindo a maca ranger embaixo do meu peso. Quando parei, vi o olhar dele descendo, parando nos meus peitos, na regata fina que marcava os mamilos já duros do calor.
— A regata tá molhada — ele comentou, sem tirar os olhos dali. — Tá quente hoje.
— É que eu tô suando desde que entrei em casa — falei, a voz saindo rouca sem eu querer. — Não sei se é do calor ou de outra coisa.
Ele engoliu em seco, ainda olhando. Os olhos demoraram mais do que deviam, descendo devagar pela regata, parando onde o tecido colava no corpo. Eu senti a respiração dele mudar, mais pesada, como se ele tivesse esquecido que ainda precisava fingir que era só massagem.
O ventilador zumbia lá em cima, mas o silêncio entre a gente parecia mais alto. Eu fiquei parada, sentindo o olhar dele subir de novo pro meu rosto, hesitando, como se ele estivesse esperando alguma coisa que eu ainda não tinha dito.
A maca rangia quando ele se inclinou um pouco mais. Eu sentia o cheiro de óleo misturado com o dele, lavanda e suor, e a respiração dele já estava mais perto do que antes.
— Quer mais pressão? — ele perguntou, a voz baixa.
— Quer que eu vá onde você achar melhor — respondi, sem tirar os olhos dele.
Ele deu um passo pro lado da maca. O corpo dele chegou perto do meu ombro, e eu senti o calor da respiração roçando a pele ali. O ventilador continuava zumbindo, mas parecia que o som dele era mais alto agora.
Eu olhei pra boca dele, a barba por fazer marcando o queixo. Meu coração batia forte, e eu sentia que se ele não se afastasse logo, a gente ia acabar se tocando de verdade.
Ele não se afastou. Seus lábios encostaram nos meus devagar, quente, e a língua entrou na mesma hora. Eu abri a boca pra ele, sentindo o gosto de suor misturado com o óleo. A mão grande dele desceu pro meu peito, apertando por cima da regata fina, os dedos abrindo pra pegar o formato inteiro.
Eu puxei a regata pra cima com as duas mãos, tirando do caminho. Os peitos ficaram livres no ar quente da sala, e ele trouxe a outra mão pra segurar os dois ao mesmo tempo, as palmas quentes apertando, os polegares roçando os mamilos duros.
Ele apertou mais firme, e eu senti o corpo reagindo, a virilha latejando, o short úmido colando na pele. A respiração dele ficou mais pesada contra a minha boca, e eu abri os joelhos um pouco, sentindo a maca ranger debaixo de mim.
— Você tá tão quente — ele falou contra meus lábios, sem tirar as mãos do meu peito.
Eu fiquei parada, com a regata enrolada em cima dos peitos, a respiração presa, esperando o que ele ia fazer a seguir.

