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Quem beija primeiro: meu namorado, minha amiga ou eu

por Rê Albuquerque · 28 de set. de 2026

Cheguei em casa depois de um dia puxado na clínica, o corpo pedindo descanso mas a cabeça já viajando no que o Pedro tinha sugerido.

O chuveiro foi só o bastante pra tirar o cheiro de antisséptico da pele, e a camisa larga que eu escolhi depois caiu solta nos ombros, escondendo um pouco a saia curta que deixava as coxas à mostra. O ar da sala batia fresco contra as pernas quando eu saí do quarto.

Pedro já tinha aberto o vinho. A garrafa tava na mesinha de centro, duas taças já servidas e uma terceira vazia esperando. A música que ele escolheu era baixa, quase só preenchendo o silêncio, um baixo suave que marcava o tempo.

Yasmin chegou logo depois, mochila jogada no ombro, o short jeans marcando a cintura e a regata branca presa no corpo. O cabelo cacheado caía solto, ainda úmido em algumas mechas, e o perfume doce que ela usava chegou na sala antes dela.

— Abre o vinho aí, amor, a Yasmin deve chegar logo e a gente relaxa — Pedro disse, já de pé com a garrafa na mão.

Eu me acomodei no sofá primeiro, as coxas sentindo o veludo macio contra a pele, e Yasmin sentou do outro lado, deixando o Pedro bem no meio. Ele serviu as três taças sem pressa, o cheiro do vinho tinto subindo junto com o perfume dela.

— Obrigada por me deixar ficar aqui hoje — ela falou, pegando a taça que ele estendia.

A taça de Yasmin girou devagar entre os dedos, o vinho tinto marcando o vidro enquanto ela falava da faculdade. Eu respondi algo sobre a clínica, mas meu olhar ficou preso na forma como a regata branca dela apertava no peito.

— Tô fazendo um estágio que tá acabando comigo — ela contou, rindo de leve. — Chego em casa e só penso em dormir.

Pedro deu um gole no vinho, o braço estendido no encosto do sofá, e eu senti o calor dele ao meu lado, o ar fresco da noite entrando pela janela.

— Vocês duas sempre se dão bem — ele disse, sem pressa. — Parece que o papo de vocês nunca acaba.

Eu ri baixo, reparando como o short jeans marcava a cintura. Yasmin percebeu meu olhar, mas não desviou. Ficou olhando para as minhas coxas, o veludo do sofá brilhando contra a pele clara.

O silêncio ficou mais longo do que devia. A música lenta continuava, o baixo marcando o tempo. Eu senti o gosto do vinho na língua, leve, ainda com o tanino.

— O cheiro desse perfume teu tá bom demais — falei, mudando de assunto. — O que é?

— Não sei o nome — ela respondeu, sorrindo de canto. — Comprei no shopping outro dia.

Pedro sorriu, olhando de uma para a outra, e eu senti que ele tinha notado alguma coisa no ar.

— Vocês têm uma química boa — ele comentou, casual, como se fosse sobre outra coisa.

Yasmin não respondeu logo. Continuou olhando para o meu colo, o olhar demorando mais do que precisava, e eu senti a pele esquentar mesmo sem ela me tocar.

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— Tá bom demais — Yasmin falou, rindo de leve. — Fiquei pensando naquilo a semana inteira, sabe? Aquela conversa que a gente teve, sobre o que ia acontecer se a gente ficasse sozinha de verdade.

Pedro mexeu na taça, o vinho balançando devagar, mas eu mal via ele. Meu olhar tinha ficado preso na boca dela, no jeito que os lábios cheios marcavam quando ela sorria de canto. O coração bateu mais forte, como se tivesse apertado alguma coisa no peito.

Yasmin cruzou a perna devagar, o short jeans subindo um pouco na coxa, e eu vi a pele morena brilhando de leve com a luz da sala. Ela notou meu olhar e não desviou, só inclinou a cabeça de um jeito que o cabelo cacheado caiu mais pro lado, como se estivesse esperando.

— A gente conversou tanto aquele dia... — ela continuou, a voz mais baixa agora. — Eu saí pensando se ia ser estranho. Mas aí você mandou aquela mensagem depois.

Eu sorri, sentindo a boca seca do vinho, e apertei os dedos na taça pra disfarçar. O veludo do sofá estava quente agora contra as coxas, e o perfume doce dela misturado com o tanino tava me deixando tonta.

— Mensagem que, Yasmin? — Pedro perguntou, curioso, mas ela só deu de ombros, os olhos grandes escuros ainda fixos nos meus.

— Coisa de mulher — ela respondeu, rindo de leve. — Vocês homens não entendem.

O silêncio que veio depois foi diferente. A música continuava baixa, mas parecia que o ar tinha ficado mais denso, como se a sala inteira tivesse parado pra ver o que a gente ia fazer. Eu senti o gosto de tanino na língua de novo, agora misturado com algo que parecia vontade.

Yasmin mordeu o lábio inferior de leve, os dentes brancos marcando a pele morena por um segundo, e eu vi o peito dela subir e descer mais devagar, como se ela também tivesse notado que o ar tinha mudado. Pedro inclinou o corpo no meio do sofá, a taça vazia balançando entre os dedos.

— Beijem. Agora. Quero ver.

Yasmin olhou pra ele, depois pra mim, o sorriso de canto voltando devagar. Eu senti o coração bater mais forte, o vinho ainda marcando a boca. A música continuou baixa, o baixo marcando o tempo como se nada tivesse mudado.

Eu me inclinei primeiro, o corpo passando por cima do braço dele. Yasmin fez o mesmo. Nossas cabeças quase se encontraram no espaço entre os ombros dele, perto o bastante pra sentir o calor da respiração dela no meu rosto.

O perfume doce dela misturado com o tannino me deu tonteira. Eu parei a centímetros da boca dela, sentindo o ar quente sair dos lábios cheios dela, o olhar dela preso no meu.

Yasmin fechou a distância primeiro. Os lábios dela tocaram os meus devagar, macios, quase sem pressão. Eu respondi com a boca entreaberta, sentindo o gosto dela misturado com o vinho.

— Isso — Pedro murmurou do meio da gente. — Continua.

A mão dela subiu pela minha coxa por cima da saia, os dedos abertos, a palma quente contra a pele. Eu tremi, sentindo cada centímetro que ela subia. Minhas próprias mãos foram pra cintura dela, sentindo o tecido fino da regata e o calor da pele por baixo.

O beijo ficou mais fundo, a língua dela tocando a minha devagar. Eu puxei a cintura dela pra mais perto, sentindo o corpo dela encostar no meu. A mão dela continuou subindo, agora quase na curva da bunda, por cima do tecido da saia.

— Tira a regata — Pedro disse, rouco. — Quero ver.

Yasmin parou o beijo, a respiração curta. Ela puxou a regata pra cima devagar, os braços subindo, o cabelo cacheado caindo de novo quando a peça saiu. O peito moreno dela apareceu, os mamilos escuros, duros.

Eu passei a mão no peito dela, sentindo o peso, o calor. Yasmin arqueou o corpo pra frente, encostando mais na palma da minha mão. A respiração dela saiu pesada, quente contra meu pescoço.

— Toca ela direito — Pedro pediu. — Sem pressa.

Eu apertei o peito dela, sentindo o mamilo endurecer mais entre meus dedos. Yasmin gemeu baixo, a mão dela apertando minha coxa com mais força. O beijo voltou, agora urgente, a língua dela procurando a minha.

O ar da sala pareceu mais denso, a música quase desaparecendo. Eu sentia só a respiração dela, o peso do peito contra minha mão, o calor do corpo dela se aproximando cada vez mais.

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