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Queda no estoque

por Manu R. · 28 de set. de 2026

Terminei o expediente morta de cansaço, mas o corpo inteiro formigava quando entrei na salinha do estoque e vi Thiago já lá dentro.

A sala era tão pequena que mal cabia a gente de frente um pro outro. O ar-condicionado zumbia baixo no teto, mas o cheiro de álcool em algodão misturado com o perfume dele ainda ficava preso ali.

Tava com a blusa branca da clínica grudando nas costas depois de um dia inteiro em pé. Ele vestia a camisa social azul-clara que usava nos plantões, as mangas dobradas até o cotovelo, a prancheta de plástico preta na mão esquerda.

— Minha Ju, você é indispensável, sabia?

Fiquei parada um instante na porta, o calor subindo pela barriga só de ouvir ele falar daquele jeito. Ele olhou pra prancheta, depois pra mim, e sorriu de canto.

— Vem cá. Vamos conferir esses caixas antes de ir.

Entrei, puxando a porta até quase fechar. O espaço apertado me obrigou a passar perto dele pra chegar na prateleira do fundo, e meu ombro roçou no dele sem querer. Ele não se afastou.

— Vamos começar pelos comprimidos de cima — falei, a voz mais baixa do que pretendia. — Você anota, eu conto.

Ele se virou pra pegar a caneta, e vi os ombros dele mexendo debaixo da camisa, largos o bastante pra tapar a luz do corredor.

A caneta dele riscou o papel devagar. Fiquei parada um segundo, só olhando os ombros dele mexendo debaixo da camisa social, o tecido esticando entre as costas quando ele se inclinava pra frente. A sala parecia menor com ele ali.

— Você sempre anota tudo? — perguntei, baixinho. — Ou só finge que tá prestando atenção?

Ele riu pelo nariz e ergueu o olhar. Meu corpo ainda tava um pouco virado pra prateleira, e senti ele olhando pra mim enquanto eu esticava o braço pra cima, a blusa subindo um pouquinho na cintura. O ar-condicionado parecia mais barulhento agora, ou talvez fosse só o silêncio entre a gente.

— Às vezes eu me distraio — ele respondeu, com aquela voz grave que parecia não se encaixar direito num lugar tão apertado. Depois baixou a cabeça de novo pra prancheta, mas demorou pra voltar a escrever.

Desci o braço devagar. A prateleira tava alta demais pra mim sozinha, mas agora que tava lá, de repente parecia que a gente tinha todo o tempo pra contar comprimidos.

Ele pigarreou baixo. Olhei pra trás de novo e vi que ele ainda tava me olhando, o lápis paralisado entre os dedos.

— Cê sempre fica aqui depois do expediente? — ele perguntou, tentando deixar a voz leve, mas notei como os olhos dele desceram até o quadril antes de voltar pro meu rosto.

Balancei a cabeça. Não respondi logo. Deixei ele olhar mais um segundo. O cheiro dele parecia ter ficado mais forte no ar parado da sala, e senti meu pescoço esquentando debaixo do colarinho da blusa.

— Às vezes — falei por fim. — Quando tem coisa pra organizar.

Ele fez que sim, e notei que ele não tinha voltado a anotar nada. O lápis continuava ali, preso entre os dedos grandes, como se tivesse esquecido pra que servia.

A prateleira do alto era alta mesmo, e não precisava ter esticado tanto assim. Fiz de propósito. A blusa subiu mais do que precisava quando levantei o braço, e o tecido frio da parede encostou na minha barriga.

Ele largou a prancheta na prateleira de baixo. Ouvi o plástico arranhando antes dele dar o passo. As mãos dele vieram primeiro, quentes, embaixo da blusa, segurando minha cintura como se fossem me equilibrar, mas sem puxar, só sustentando.

— Você tá tremendo um pouco… tá com frio ou é outra coisa?

A voz saiu rouca, tão perto que senti a barba dele roçar de leve no meu ombro. Baixei o braço devagar, mas não virei. O ar-condicionado parecia mais alto agora, ou era só a minha respiração que tinha sumido de repente.

Fiquei quieta, sentindo o polegar dele fazer um movimento pequeno, quase imperceptível, por cima da blusa. Não era carícia. Era só ele segurando, testando se ia me afastar. Não mexi.

— Suas mãos estão bem firmes na minha cintura, hein.

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Ele não respondeu. Deixei a frase no ar, a voz mais baixa do que pretendia, e me inclinei um pouco mais pra frente, fingindo que procurava alguma coisa na prateleira. A blusa subiu mais. Ele não tirou a mão.

Senti o peito dele quase encostando nas minhas costas, o calor que vinha dele diferente do calor abafado da sala. Meu pescoço esquentou debaixo do cabelo.

— Tava tentando arrumar esses caixas desde cedo, mas toda vez que subia aqui alguém aparecia na porta — falei, devagar. — Hoje era pra ser rápido, mas parece que o dia não quer acabar nunca.

Ele riu baixo, sem tirar as mãos. Senti a vibração na barriga dele, perto do meu quadril. O lápis ainda estava na prateleira de baixo, largado ao lado da prancheta. Nenhum dos dois se mexeu pra pegar.

O zumbido do ar-condicionado era o único som constante. Podia ouvir ele respirando, devagar, como se estivesse tentando não fazer barulho. Meu braço ainda estava no ar, o dedo indicador encostando na borda da prateleira, sem força pra descer.

O dedo indicador parou de se mexer na borda da prateleira. Senti o peso do braço como se tivesse ganhado quilos só de ficar ali parado. A mão dele ainda segurava minha cintura, polegar quieto por cima da blusa.

Fingi perder o equilíbrio. Meu corpo caiu de leve para trás, e o peito dele me recebeu. Ouvi a respiração dele mudar, mais curta, quase um susto. Meu ombro esquerdo ficou encostado nele, o cabelo dele roçando na minha orelha.

Ele não soltou a cintura. Fiquei ali, encostada, sentindo o calor que vinha do corpo dele por cima da camisa. O ar-condicionado zumbia, mas parecia que o som tinha ficado mais distante.

— Não é frio não, doutor — falei, a voz saindo rouca.

Ele respondeu algo baixo, quase um som. Virei o rosto devagar. A barba por fazer raspou de leve no meu queixo antes dele me beijar.

O beijo veio urgente. A boca dele encontrou a minha sem hesitar, a língua quente e pesada. Senti o cheiro do perfume dele mais forte agora, misturado com o álcool que ainda ficava no ar da sala.

As mãos dele desceram pelas minhas costas. Senti os dedos largos abrindo caminho por cima da blusa até chegar na saia. Ele apertou a bunda com as duas mãos, firme, puxando meu corpo mais pra perto. A prancheta ainda estava ali embaixo, mas nenhum dos dois olhou.

Gemi baixinho dentro do beijo, o som saindo sem controle. Meu corpo pressionou contra o dele, a barriga sentindo o volume duro dele por cima da calça. A blusa já estava fora do lugar, o botão do meio aberto.

Ele mordeu meu lábio de leve antes de soltar. Respirei fundo, a testa encostada na dele. Ele desceu uma das mãos até a barra da saia, subindo o tecido devagar até encontrar a borda da calcinha por baixo. O dedo indicador parou ali, traçando a linha fina do tecido.

— Você é indispensável, sabia? — ele repetiu, mas a voz saiu mais grossa agora.

Minha respiração ficou presa quando ele apertou mais a bunda, puxando meu quadril contra o dele. A saia subiu até o meio da coxa. Segurei no ombro dele, sentindo a camisa lisa debaixo dos dedos, o calor da pele dele passando por cima do tecido. A blusa aberta deixou a parte de cima do sutiã aparecendo, o ar da sala tocando na pele quente.

Ele voltou a beijar, agora mais lento, a língua brincando com a minha. As mãos grandes continuavam apertando, subindo e descendo pela curva da bunda, sentindo o formato por cima da saia. Me movi de leve contra ele, sentindo a ereção dele dura por cima da calça social.

A saia subiu mais. Ele segurou na barra e puxou devagar até ficar em cima dos quadris, o tecido embolado na cintura. A calcinha apareceu, a parte de trás fina. Ele desceu a mão devagar, sentindo o formato por cima do tecido fino.

— Meu Deus — ele murmurou contra minha boca, quase um gemido.

Abri mais o beijo, a língua dele quente e urgente. Minha blusa estava aberta até embaixo agora, os botões todos desfeitos. O sutiã branco apareceu, a curva dos seios visível por cima do decote. Ele desceu a boca pro pescoço, a barba roçando na pele sensível, beijando e mordendo de leve.

As mãos dele apertaram mais a bunda, os dedos grandes abrindo caminho por cima da calcinha, sentindo o tecido agora. Senti o polegar dele descendo pela fenda, por cima do tecido, traçando o caminho até encontrar o clitóris por cima da calcinha. Ele pressionou devagar, circular, sentindo a umidade que já tinha molhado o tecido.

Gemi mais alto agora, o som ecoando na sala pequena. Meu quadril se moveu contra a mão dele, buscando mais pressão. Ele continuou o movimento circular, o polegar firme, pressionando o ponto que fazia meu corpo tremer. A respiração dele ficou mais pesada no meu pescoço, os lábios dele beijando a pele quente.

A blusa abriu nos ombros. Ele puxou devagar os botões, o tecido branco ficando aberto ao lado da prancheta. O sutiã ficou só, os seios pesados por cima do decote. Ele desceu a boca pro peito, beijando por cima do sutiã, a língua molhando o tecido fino.

Segurei na nuca dele, sentindo os cabelos curtos debaixo dos dedos. Ele mordeu o mamilo por cima do sutiã, o dente roçando de leve, a boca sugando o tecido. Meu quadril continuou se movendo contra a mão dele, a calcinha completamente molhada agora, o polegar dele sentindo cada vez mais a umidade.

Ele subiu a boca de novo, beijando minha boca com fome. As mãos desceram pra saia, puxando o zíper devagar. O barulho do zíper desceu ecoou na sala. A saia ficou embolada nos quadris, o tecido preto subido na cintura. A calcinha ficou só, a parte da frente molhada e grudada na pele.

Ele desceu a mão por cima da calcinha agora, o dedo médio encontrando o clitóris por cima do tecido. Gemi mais alto, o som saindo rouco. Ele começou a esfregar devagar, circular, sentindo a boceta molhada e quente debaixo dos dedos. Meu quadril se moveu mais rápido, buscando mais pressão, mais velocidade.

— Você tá tão molhada — ele falou contra minha boca, a voz grossa.

Segurei no pau dele por cima da calça, sentindo a ereção dura e quente debaixo do tecido. Ele gemeu baixo quando apertei, sentindo o volume. Minhas mãos desceram pro cós da calça dele, abrindo o botão devagar. O zíper desceu com o mesmo barulho de antes.

Ele segurou minha mão, parando o movimento. A respiração dele estava presa, os olhos escuros me olhando. Parei, sentindo o pau dele pulsar contra minha mão, a calça aberta, o tecido da cueca aparecendo.

— Não tira — ele falou, rouco.

Parei a mão no cós da calça dele. A respiração estava presa na garganta, o corpo inteiro formigando. A calcinha molhada grudada na pele, os seios pesados por cima do sutiã, a boca dele ainda perto da minha. O zumbido do ar-condicionado continuava, mas parecia que o som tinha sumido completamente.

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