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Doze anos de casada e meu marido pediu o item doze do motel

por Nina Barreto · 28 de set. de 2026

Cheguei cansada da semana que não acabava e topei a ideia maluca do motel que o Alexandre sugeriu.

O corpo parecia embatucado de tanto repetir o mesmo gesto, o mesmo corredor, o mesmo aperto de mãos com gente que não me via de verdade. Só quando fechei a porta do carro atrás de mim que percebi o quanto tava precisando de uma coisa que não fizesse parte da rotina.

A gente entrou na suíte e o cheiro de morango subiu logo. Tinha uma banheira enorme encostada na parede de fundo, branca e funda, com um vidro de gel de banho aberto do lado. Olhei pro teto e vi o espelho redondo ali em cima, refletindo a luz baixa que vinha dos cantos.

Pisei no tapete descalça depois de tirar os chinelos na entrada. O tecido era áspero, tipo o que a gente sente no elevador de hotel quando tá esperando. O ar condicionado gelado acertou minhas pernas e fez os pelos arrepiar de leve.

Alexandre foi até a mesinha redonda e pegou o cardápio plastificado. Folheou rápido, sem olhar pra mim, e apontou com o dedo.

— Tô pedindo o número doze.

A música que vinha do teto era baixa, quase um zumbido misturado com o barulho do ar. Fiquei perto da cama enorme, olhando o reflexo da gente no espelho do teto, sem saber direito o que dizer.

Ele largou o cardápio em cima da mesinha e olhou pra mim por um segundo, como se esperasse que eu fosse achar ruim. Abri um meio sorriso e balancei a cabeça.

— Tô achando isso tudo tão estranho, mas de um jeito bom, sabe? Faz tempo que a gente não sai só pra gente.

Alexandre ficou de pé perto da mesinha, os olhos ainda no cardápio que tinha largado, como se procurasse mais alguma coisa pra dizer.

— Pois é, doze anos repetindo a mesma coisa... hoje eu quero te ver diferente.

Sentei na beirada da cama, o colchão afundando de leve. A luz indireta batia no peito dele por cima da camisa aberta no primeiro botão, e reparei na barba por fazer que marcava a linha do maxilar.

Ele virou o rosto devagar, os olhos escuros, como se tivesse esperado eu dizer algo mais. Baixei o olhar pro tapete, sorri sem motivo.

— O que é esse item doze que você pediu? Tá me deixando curiosa.

Ele riu baixo, só um baque de ar saindo do peito. A mão coçou a nuca, os dedos demorando ali por um segundo.

— Você vai descobrir.

A música do teto trocou de faixa, um instrumental mais lento que encheu o silêncio por uns segundos. Cruzei as pernas, descalça, sentindo o ar gelado passar entre os dedos.

Ele deu um passo mais pra perto da cama, mas parou antes de chegar. O olhar dele ficou mais intenso, quase medindo a distância entre a gente.

Levantei de novo, os pés afundando no tapete áspero, e fiquei ali perto dele, perto o suficiente pra sentir que o cheiro dele misturava com o do motel. O espelho do teto refletia a gente de cima, duas figuras paradas sem encostar.

A roupa de trabalho que eu não tinha trocado marcava na cintura, a saia apertada demais pra uma noite que já começava diferente. Fiquei ali, o tecido colando de leve na parte de trás das coxas, enquanto o ar do ar-condicionado soprava constantemente.

Alexandre inclinou a cabeça um pouco, o olhar descendo pela minha silhueta, parando onde a saia apertava mais. Ele não disfarçou. Vi quando ele engoliu em seco, a barba por fazer sombreando o maxilar.

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— Essa saia... você escolheu de propósito, né? — ele falou, a voz mais baixa do que o normal, quase um comentário de quem já estava pensando em outra coisa.

Sorri de canto, sem tirar os olhos dele. O espelho do teto mostrava o jeito como ele estava inclinado, como se estivesse fotografando mentalmente cada detalhe.

— Tava com pressa quando saí do escritório, mas aí... sei lá, me deu vontade de vestir algo que não combina com reunião de segunda — respondi, passando a mão no quadril de leve, só pra ajustar o tecido.

Ele deu um passo menor pra frente, o peito aparecendo mais na abertura da camisa. Os olhos dele subiram devagar até meu rosto, parando um pouco na curva do meu decote antes de voltar pro olhar.

— Eu não lembro da última vez que te vi vestida assim fora de casa. Tipo... como se não tivesse mais horário pra cumprir — ele falou, os dedos coçando a própria nuca, hesitante, como se quisesse encostar e não encostasse.

A música do teto trocou de novo, um instrumental mais grave que encheu o silêncio entre a gente. Mexi os pés descalços no tapete, sentindo as fibras ásperas contra a sola, ainda sem saber se ia dar o passo ou esperar ele dar.

— E você? — perguntei, baixando o olhar pro primeiro botão aberto dele, vendo os pelos escuros aparecerem ali. — Tá parecendo que veio pra esquecer o resto da semana também.

Ele riu baixo, um som que saiu mais do peito do que da garganta. Ficou quieto um segundo, como se estivesse medindo até onde podia ir com as palavras.

— Pode ser que eu tenha vindo pra te ver me olhando assim. Sem pressa. Sem agenda. Só... olhando.

A gente ficou parado mais um pouco, a respiração dele mais audível agora que estava mais perto. O cheiro de morango ainda vinha da banheira, misturado com algo dele que o ar-condicionado não conseguia tirar.

O ar-condicionado continuava soprando gelado contra minhas costas, enquanto o calor que vinha dele me alcançava, subindo do peito até o rosto. Fiquei parada, a respiração dele roçando no meu pescoço, irregular, misturando com o cheiro de morango que ainda pairava na suíte.

— Vem cá, deixa eu sentir esse corpo que eu conheço de cor mas quero redescobrir — ele disse, a voz baixa, quase um rosnado abafado.

Dei um meio passo pra frente e senti o ar preso no peito. Os lábios dele quase roçaram os meus, a barba por fazer raspando de leve no meu queixo, mas nenhum dos dois fechou a distância. A música do teto parecia mais alta agora, ou era só o silêncio entre a gente que tinha sumido.

Ele não esperou mais. A mão pegou minha cintura por cima da blusa, puxando meu corpo contra o dele num movimento só. O beijo veio quente, com fome, os lábios dele abrindo os meus sem hesitação. Senti o gosto dele misturado com o ar seco do motel, a língua invadindo minha boca enquanto a mão descia pelas minhas costas, apertando o tecido fino da blusa contra a pele.

Minhas mãos subiram até o peito dele, sentindo os pelos escuros por baixo da camisa aberta. Respondi ao beijo com a mesma vontade, abrindo mais a boca, deixando que ele me levasse. A outra mão dele desceu até minha bunda, apertando por cima da saia, os dedos abrindo caminho entre o tecido e a carne, segurando firme.

A gente se apertou mais, corpo contra corpo, as respirações se misturando. Senti o pau dele duro contra minha barriga, por cima da calça jeans, enquanto minhas mãos desciam pelas costas dele, sentindo a largura dos ombros, os músculos se contraindo a cada movimento. A música ambiente parecia distante agora, só o som da gente respirando pesado preenchia a suíte.

Ele quebrou o beijo por um segundo, a testa encostada na minha, os olhos escuros brilhando com algo que eu não via fazia tempo. As mãos dele apertavam minha bunda por cima da saia, os dedos marcando o tecido, puxando meu quadril contra o dele.

— Você tá tão molhada que dá pra sentir por cima da roupa — ele murmurou, a voz rouca, os dedos apertando mais.

Ri baixo, sem fôlego, sentindo o coração batendo forte contra o peito dele. Minhas mãos desceram até o cós da calça jeans, os dedos brincando com o botão sem abrir.

— E você tá duro pra valer — respondi, apertando o pau dele por cima do jeans, sentindo o volume contra minha palma.

A gente ficou assim mais um pouco, os corpos colados, as mãos explorando por cima da roupa sem tirar nada. O ar-condicionado gelado soprava contra nossas peles quentes, criando uma sensação estranha de frio e calor ao mesmo tempo. O espelho do teto refletia a gente, duas figuras que pareciam estranhas e familiares ao mesmo tempo.

Alexandre baixou a cabeça, os lábios roçando meu pescoço, a barba por fazer raspando de leve contra a pele sensível. Inclinei a cabeça pra dar mais acesso, sentindo a respiração dele quente contra minha clavícula, as mãos dele apertando minha bunda com mais força agora, os dedos abrindo caminho entre as nádegas por cima da saia.

— A gente vai foder até esquecer que existe mundo lá fora — ele falou contra minha pele, a voz abafada, os dentes roçando de leve no meu pescoço.

Gemi baixo, as mãos subindo até o peito dele, sentindo o coração dele batendo forte contra minha palma. O beijo voltou, mais urgente agora, a língua dele invadindo minha boca enquanto as mãos exploravam cada centímetro do meu corpo por cima da roupa. O tecido da saia apertava contra minhas coxas, a blusa colando na pele suada, tudo parecendo demais e pouco ao mesmo tempo.

A gente se apertou mais uma vez, os corpos se encaixando perfeitamente, as respirações se misturando no ar gelado da suíte. Eu sentia cada detalhe dele, a barba por fazer contra meu queixo, as mãos apertando minha bunda, o pau duro contra minha barriga, e queria mais, queria tudo, queria que ele me comesse ali mesmo, de pé, sem tirar a roupa, sem pensar em nada além do momento.

— Me fode — eu pedi, a voz rouca, as mãos apertando o peito dele com força. — Me fode agora, Alexandre.

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