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Quinze minutos na pia antes dos meus pais chegarem

por Paty Sampaio · 28 de set. de 2026

Mexia a panela no fogão, o calor subia pela barriga e o vestido grudava nas coxas. O cheiro de arroz e feijão misturado com o ar úmido da cozinha de Cuiabá já me deixava inquieta. Pensei no tempo que a gente tinha antes dos meus pais chegarem e senti um aperto no meio das pernas só de imaginar ele por perto.

Rodrigo entrou na cozinha e parou na porta olhando pra mim. Tinha a barba por fazer e as mãos grandes descansando na cintura. Reparei nos ombros largos dele preenchendo a entrada da porta. O cheiro do sabonete misturado com suor chegou até mim.

A gente ficou em silêncio por uns segundos só ouvindo o fogo baixo. O tecido fino do vestido grudava nas costas por causa do suor. A pia de porcelana estava ali ao meu lado, fria, me lembrando que a gente podia acabar encostada nela se as coisas esquentassem.

— Rodrigo, meus pais chegam em quinze minutos, a gente tem que se comportar — falei baixinho, sem tirar os olhos da panela.

Ele deu um passo pra dentro da cozinha e fechou a porta atrás de si. O som do clique da maçaneta pareceu mais alto que o normal. Meu coração bateu forte no peito.

— Eu sei — ele respondeu, a voz grave.

Continuei mexendo, a colher de pau deslizando no fundo da panela. O cheiro de feijão subia com o vapor quente e misturava com o cheiro dele que agora estava mais perto. O vestido marcava o formato das coxas quando eu me mexia.

A camisa dele marcava o peito quando ele deu mais um passo. Segui a linha dos ombros largos com o olhar, reparando em como o tecido esticava ali.

Ele parou ao lado da pia, encostando uma das mãos grandes na borda. O cheiro de sabonete misturado com suor ficou mais perto. Segurei a colher de pau com mais força.

— Tá com cara de que vai queimar se continuar mexendo assim — ele falou, a voz mais baixa que o normal.

Soltei uma risada curta e parei de mexer. O fogo crepitava baixinho embaixo da panela.

— Você que distrai — respondi, sem olhar pra ele.

Rodrigo encostou o quadril na pia. Os olhos dele desceram pelo decote do vestido, parando onde o tecido fino marcava o começo dos seios. Aí o olhar continuou, descendo até as coxas.

Não mexi. Só fiquei parada, o calor da cozinha grudando mais o vestido na pele. O vapor do feijão subia entre a gente.

A gente ficou quieto um tempo, só o fogo crepitando baixo embaixo da panela. Meu coração acelerou de repente, como se a cozinha tivesse ficado menor só de ele estar ali perto. Sorri de lado, sem conseguir segurar.

— Eu tava lembrando ontem à noite — ele falou, a voz ainda baixa, quase como se contasse pra ele mesmo. — Quando você mandou foto do vestido novo, eu quase não consegui dormir. Fiquei imaginando você vestindo ele pra vir pra cá.

Ri baixo, mexendo a colher de novo, mas bem devagar agora. O vapor subia entre a gente e misturava com o cheiro dele, aquele sabonete que ele usa misturado com suor.

— Mentira sua. Você respondeu em dois minutos.

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— Mentira não. Eu tava dirigindo pra casa da minha mãe, parei no acostamento pra ver.

Balancei a cabeça, ainda olhando pra panela. O fogo baixo fazia um som suave, quase como se estivesse marcando o tempo que a gente tinha. O vestido colava mais nas costas, grudando na pele por causa do suor.

— E aí você ficou o resto do caminho pensando em mim?

— Fiquei. Cheguei em casa com a cabeça cheia de coisa que eu não podia fazer.

Segurei a colher com mais força, o calor subindo pela barriga. O cheiro de arroz e feijão se misturava com o dele, e percebi que ele tava mais perto agora, encostado na pia ainda, mas virado mais pra mim.

— Seus pais chegando em quinze minutos e você me fala isso — respondi, a voz mais rouca do que queria.

— Eu sei. Tô tentando me comportar.

Olhei pro lado, pro ombro largo dele marcando a camisa, pra barba por fazer no queixo. Ele tava me olhando também, o olhar demorando no decote do vestido, descendo devagar.

— Tá difícil de se comportar?

— Tá. Você não faz ideia.

Ele deu mais um passo e o quadril encostou no meu. Senti o calor dele através da camisa fina, o cheiro de sabonete misturado com suor subindo direto pro meu nariz.

— Quinze minutos dá pra eu te deixar louca sem tirar esse vestido — ele falou, a voz rouca perto da minha orelha.

A respiração dele bateu quente no meu pescoço. Parei de mexer a colher, o coração batendo forte contra o peito. O fogo crepitava baixo embaixo da panela.

Inclinei o rosto, o calor da barba por fazer roçando no ar entre a gente. O vestido colava nas costas, o tecido fino grudando na pele suada.

Os lábios dele roçaram nos meus, devagar no começo, depois com força, a língua dele entrando na minha boca quente. Soltei a colher de pau na pia. A porcelana fria pressionava minhas costas.

Ele deslizou a mão grande por cima do vestido, apertando meu peito por cima do tecido. Gemi baixinho contra a boca dele, o polegar dele circulando em cima do mamilo duro.

A mão dele desceu até a barra do vestido, os dedos quentes apertando minha coxa por cima do tecido. Abri um pouco as pernas, o ar úmido da cozinha entrando por baixo da saia.

— Tô molhada, Rodrigo — falei, rouca, contra os lábios dele.

Ele apertou mais forte, os dedos apertando por cima do vestido entre as minhas coxas. O cheiro de arroz e feijão se misturava com o cheiro dele, com o cheiro de tesão que tava no ar.

Fiquei encostada na pia, as pernas abertas. A mão grande dele apertou minha boceta por cima do vestido, sentindo o calor e a umidade que já tinha molhado o tecido.

— Jéssica — ele falou, a respiração presa contra meu pescoço.

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