Passei o dia inteiro com o corpo meio elétrico, a cabeça voltando pro curso de primeiros socorros toda hora. Cada vez que eu tentava me concentrar no trabalho, surgia a imagem dele segurando o manequim, explicando como pressionar o peito. A gente mal conversou, mas ele tinha uma calma que parecia encher o espaço, e eu saía do curso com a sensação de que ele ainda estava ali.
A campainha tocou no fim da tarde. Eu tava de short e regata, descalça, tentando espairecer no sofá. Quando olhei pela janela, vi o uniforme azul-marinho e o coração deu um pulo. Ele tava de farda, o queixo marcado, a mão grande apoiada no batente.
Abri a porta devagar. Wesley estava ali, sério, os olhos castanhos demorando um segundo a mais antes de me olhar no rosto. O cheiro de fumaça leve e suor limpo vinha dele, como se o plantão tivesse ficado grudado no tecido.
— Vim checar o extintor, como prometi.
Sorri, sentindo o rosto esquentar sem motivo. Segurei a maçaneta e dei um passo pro lado, deixando espaço na sala.
— Entra.
O sofá afundou um pouco quando ele sentou, a farda esticando nos ombros largos. O ventilador continuava girando devagar no canto, misturando o ar sem fazer muito barulho.
— O curso foi bom pra você? — ele perguntou, a voz baixa como se conversasse com a sala inteira.
— Foi. — Apoiei o pé no sofá, o short subindo mais um pouco na coxa. — Aprendi coisa que não sabia.
Ele olhou pra minha perna nua, depois pro meu rosto, demorando no meio do caminho. A blusa fina marcava o formato dos seios, o tecido colando onde o calor da tarde tinha pegado.
— Você prestava atenção — ele continuou, os dedos grandes apoiados nas coxas grossas da calça. — A maioria faz o curso por obrigação.
Minhas mãos foram parar no colo. Olhei as dele descansando ali, o tamanho chamando atenção contra o azul escuro da farda. Um calor subiu devagar pela barriga.
— Gosto de entender as coisas. — Olhei pro rosto dele, pro jeito como a barba por fazer marcava a mandíbula. — Principalmente quando a pessoa explica bem.
Ele sorriu de lado, um sorriso pequeno que não chegava nos olhos. Os dedos tamborilaram uma vez na coxa, o som abafado contra o tecido.
— E você? — perguntei. — Depois de tanto plantão, ainda tem paciência pra ensinar leiga?
— Tem. — Ele inclinou o corpo um pouco pra frente, os cotovelos nos joelhos. — Principalmente quando a aluna olha como você olhava.
Segurei o olhar dele por mais tempo do que precisava. O ventilador girou mais uma volta, o cheiro de fumaça vindo dele misturando com o cheiro do sofá. Ele não tirou os olhos.
Ele continuou falando, a voz mais baixa agora, como se a sala tivesse virado menor. Contou que eu tinha prestado bastante atenção no curso, e o sorriso apareceu de lado, quase escondido pela barba por fazer.
— Cuidado com o que fala, Verônica... eu posso checar mais coisas aqui.
O ventilador passou outra vez, empurrando o cheiro de fumaça do tecido dele. Eu cruzei as pernas devagar no sofá, sentindo a regata colar nas costas. Ele reparou na coxa exposta do short, os olhos demorando no caminho até meu rosto de novo.
— Eu ficava olhando porque você explicava como se fosse real — contei, o pé balançando um pouco no ar. — Tinha gente que nem prestava atenção no manequim, mas eu não conseguia parar. Ficava imaginando se eu conseguiria fazer direito, se precisasse.
Ele deu uma risada baixa, quase um suspiro. Os dedos grandes tamborilaram outra vez na perna da calça, o som abafado. Eu vi o peito dele subir e descer devagar, a farda marcando os ombros largos.
— E aí, conseguiu imaginar? — ele perguntou, a voz grave.
— Consegui — respondi, sentindo a boca seca. — Só que na minha cabeça você tava olhando pra mim o tempo todo.
O silêncio ficou mais grosso. O cheiro dele se misturava com o ar parado da sala, quente e limpo ao mesmo tempo. Eu apertei os dedos no colo, sentindo os ossos dos dedos dele, grandes, descansando nas próprias coxas. Ele não olhou pra outro lugar. Eu também não.
Quer essa cena com o seu jeito?
Escrever minha versãoO ventilador passou outra vez, o som baixo enchendo o silêncio que ficou entre a gente. Wesley se inclinou devagar, o sofá afundando um pouco mais do lado dele. O cheiro de fumaça misturou com o calor que vinha da farda, perto o bastante pra eu sentir no rosto.
Ele parou a um palmo do meu. Eu não me movi. O peito dele subia e descia mais devagar agora, a respiração pesada depois do plantão inteiro.
— Você sabe que eu não vim só por causa do extintor, né?
Assenti sem tirar os olhos da boca dele. O ar parecia mais quente entre a gente.
— Eu sei.
Ele deu mais um passo no sofá, o joelho encostando no meu. A mão grande dele desceu pro encosto, perto do meu ombro, e eu senti o calor dela mesmo sem tocar.
— Então começa a checar, Wesley.
Ele segurou o meu queixo com dois dedos, o polegar roçando devagar na minha bochecha. A boca dele chegou mais perto, quase tocando a minha, e eu fechei os olhos sentindo a respiração dele na pele.
— Se eu começar — ele falou, a voz grave quase encostando nos meus lábios — não paro fácil.
— Não pedi pra parar — respondi, rouca.
Ele beijou. A boca quente, exigente, abrindo a minha devagar enquanto a mão dele descia pelas minhas costas por cima da regata fina. Eu me inclinei pra frente, os dedos procurando o tecido áspero da farda no peito dele.
As mãos grandes dele apertaram minha cintura por cima da saia, puxando meu corpo mais perto. Eu subi uma perna pro sofá, o short subindo na coxa, sentindo o peso dele me prendendo ali. A respiração dele ficou mais pesada contra minha boca.
— Você não faz ideia do que eu quis fazer quando te vi olhando pra mim no curso — ele murmurou contra meus lábios, os dedos apertando mais.
— Mostra.
Ele puxou minha cintura com mais força, o beijo ficando mais fundo, a língua dele roçando a minha devagar. As mãos dele desceram um pouco mais, segurando o tecido da saia, e eu senti os dedos dele abrindo caminho por baixo da blusa, subindo pela pele quente das minhas costas. A regata subiu um pouco quando ele puxou, deixando um pedaço da barriga à mostra.
Ele parou o beijo só o tempo de me olhar, os olhos castanhos mais escuros agora. A mão grande dele desceu devagar, apertando minha cintura de novo, os dedos abrindo caminho por baixo da blusa até sentir a pele.
— A blusa — ele falou, rouco. — Deixa eu te ver.
Segurei a barra da regata e puxei devagar, tirando por cima da cabeça. A regata fina ficou enrolada no braço do sofá. Ele olhou pro meu sutiã branco simples, os dedos grandes roçando a lateral do meu peito por cima do tecido.
— Gostoso — chamei, a voz baixa.
Ele respondeu com a boca no meu pescoço, beijando devagar enquanto as mãos desciam de novo. Uma mão parou na minha cintura, os dedos abertos segurando firme. A outra desceu mais, apertando minha coxa por cima do short, subindo devagar.
— Esse short — ele murmurou contra minha pele. — Tá me deixando louco desde que sentei aqui.
Eu ri baixo, ofegante, sentindo os dedos dele apertarem a cintura de novo, puxando meu corpo contra o dele. O beijo voltou, mais urgente agora, a boca dele exigindo mais enquanto a mão grande subia pelas minhas costas, abrindo caminho por baixo da regata que eu ainda usava. Ele parou o beijo, a testa encostando na minha, a respiração pesada misturando com a minha.
— Se eu continuar...
— Continua.
Ele apertou minha cintura com as duas mãos agora, os dedos grandes segurando firme por cima da saia, puxando meu quadril contra o dele. Eu senti o volume dele contra minha barriga, duro por cima da calça da farda, e soltei um gemido baixo contra a boca dele.
— Assim — ele falou, rouco, a boca roçando a minha. — Quero você exatamente assim.
As mãos dele apertaram mais, os dedos abrindo caminho por baixo da blusa de novo, subindo devagar pela pele quente das minhas costas. Eu me inclinei pra frente, o beijo ficando mais fundo, a respiração presa no peito enquanto sentia o corpo dele grande e quente contra o meu. Ele parou só o tempo de olhar pra mim, os olhos castanhos brilhando.
— A saia — ele falou, a voz grave. — Puxa um pouco pra cima.
Segurei a barra do short e subi devagar, o tecido subindo pelas coxas. Ele olhou pro pedaço de pele que apareceu, os dedos grandes roçando a parte interna da minha coxa por cima do short, subindo devagar.
— Gostoso — chamei de novo, rouca.
— Bonita — ele murmurou contra minha pele. — Tão bonita.

