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Primeira vez aos 23 com o fisioterapeuta que cuidou de mim

por Júlia M. · 28 de set. de 2026

Cheguei no apartamento dele com o corpo ainda formigando do jantar e contei de uma vez que era minha primeira vez.

O cheiro de alecrim ainda tava no ar quando abri a porta. Minha barriga apertou de um jeito que eu não sabia se era fome ou medo, mas o que rolou de verdade foi um calor subindo pela nuca. Eu já sabia que ia acontecer ali, no sofá dele, com a noite toda pela frente.

Eu me sentei no couro frio do sofá, as coxas colaram um pouco antes de soltarem. A luz do abajur era baixa, amarelada. Meu coração batia forte o bastante pra eu ouvir na própria respiração.

Lucas ficou em pé por mais um segundo, como se estivesse dando tempo pra coisa assentar. Depois sentou na outra ponta do sofá, um pouco virado pra mim.

— Eu quero que seja do jeito que eu sonhei. E eu nunca transei, tá?

Ele olhou pra mim e sorriu, daqueles sorrisos que demoram pra chegar até os olhos. A barba marcava a linha do queixo, mas ele não respondeu na hora. Ficou só ouvindo, como se quisesse que eu continuasse, ou talvez quisesse que eu não me sentisse obrigada a continuar.

A rua lá fora ficou em silêncio por um segundo, sem carro passando. O couro do sofá rangeu quando ele mudou o peso do corpo. Eu segurei a barra da blusa fina com dois dedos, sem puxar, só tocando o tecido entre os dedos.

A mão dele descansou sobre a coxa, os dedos abertos, a palma larga cobrindo quase tudo. Eu reparei no tamanho, na forma como o polegar apoiava na costura da calça. Tinha uma calosidade pequena perto do indicador, como se ele usasse as mãos pra algo concreto no dia a dia.

Lucas mudou o olhar devagar, sem disfarçar. Os olhos desceram até o decote da blusa, ficaram ali um segundo a mais do que o normal. Eu senti o ar tocar a pele que ele estava olhando.

Eu peguei o celular que tava na mesinha, abri o Instagram e vi o story dele da tarde: uma foto do carro estacionado, o texto “tarde de sábado”. Apertei o botão de mensagem, digitei “esse carro aí me parece familiar”, e parei antes de mandar.

O couro do sofá fez aquele barulho seco quando eu troquei de posição. Minha coxa roçou na dele por um segundo, mas eu tirei logo. Ele olhou pro celular, viu que eu tava digitando, e sorriu sem mostrar os dentes.

— Relaxa, Beatriz, a gente vai no seu tempo, sem pressa nenhuma.

Eu ri baixo, sem graça, e apertei o botão de enviar da mensagem. O celular vibrou na minha mão.

— Suas mãos sempre souberam onde tocar no meu joelho, imagina no resto...

Ele baixou a cabeça, a barba marcando o queixo. Eu vi a curva do pescoço dele, a forma como a gola da camiseta caía um pouco pra frente. Ele passou a mão no cabelo, a outra ainda parada na coxa, os dedos tamborilando devagar.

A rua lá fora tinha um carro passando devagar, o som abafado do motor subindo até a janela aberta. Eu olhei pra ele de novo e segurei o celular contra a coxa, sentindo o calor do aparelho. Ele ergueu os olhos, encontrou os meus, e ficou ali, sem dizer nada, só olhando.

A tela do celular ficou em branco por um segundo depois que eu apaguei. O polegar demorou pra escolher as palavras novas, e eu percebi que a respiração dele tinha mudado um pouco, mais curta. Mandei sem pensar muito, só pra ver o que acontecia.

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O couro do sofá rangeu de novo quando Lucas ajustou a perna, o joelho dele encostando no meu por menos de um segundo antes de voltar. O abajur amarelo batia no lado dele do rosto, deixando a barba mais escura, mais marcada. Eu vi o ombro largo dele se mexer quando ele ergueu o celular.

— A foto do carro era pra você achar que eu tava em outro bairro. Mas eu tava só esperando você mandar alguma coisa. A tarde inteira.

Ele riu baixo, um riso que saiu mais do peito do que da garganta, e eu senti o som chegar antes de ver o sorriso. A resposta apareceu na tela: “esse carro tá parado aqui desde cedo, esperando companhia”. Eu li duas vezes. O silêncio entre a gente ficou mais cheio depois disso.

Eu segurei o celular contra a coxa, sentindo o calor do aparelho passando pela calça. O cheiro de alecrim parecia mais forte agora que a janela estava aberta, misturando com o couro do sofá e com alguma coisa que vinha dele, um cheiro de sabonete seco. Eu olhei pro decote da camiseta dele de novo, pra forma como a gola caía quando ele baixava a cabeça.

— Eu tava com medo de mandar primeiro. Aí eu fiquei aqui imaginando você lendo e rindo de mim.

Ele passou a mão no cabelo devagar, os dedos grandes demorando na nuca. Eu reparei nas unhas curtas, na forma como a palma ficava aberta contra a própria pele. Ele não respondeu na hora. Olhou pra mim, depois pro celular, depois de volta, e o canto da boca dele mexeu um pouco, como se ele estivesse guardando uma coisa que ia dizer depois.

A rua lá fora ficou quieta de novo. Nenhum carro. Só o barulho distante de um portão batendo em algum lugar do prédio. Eu mudei o peso do corpo e a blusa fina subiu um pouco na barriga, a barra roçando na pele. Lucas olhou para aquele pedacinho de pele exposta por meio segundo a mais do que precisava.

— Eu não ia rir. Eu ia responder na hora, mas eu tava dirigindo. Aí eu cheguei aqui e fiquei esperando você chegar.

Ele baixou o celular no colo, a tela virada pra baixo. A mão grande ficou parada ali, os dedos tamborilando devagar contra a própria coxa. Eu vi a forma como o polegar apoiava, a calosidade pequena aparecendo de novo. Ele não tirou os olhos dos meus.

— Eu fiquei pensando no sofá o caminho todo pra cá. Em como ia ser sentar aqui e não saber o que dizer.

Ele sorriu de lado, sem mostrar os dentes. O sofá rangeu quando ele mudou de posição, virando um pouco mais pra mim. O joelho dele encostou de novo, dessa vez ficou. Eu senti o tecido da calça dele contra a minha, quente, e não tirei.

O couro rangeu de novo quando ele se inclinou um pouco mais, o espaço entre a gente diminuindo. Eu senti a respiração dele esquentando meu pescoço, aquele ar quente e calmo que parecia vir direto do peito.

Ele parou bem perto, quase encostando. Meu nariz encostou na barba dele, a textura áspera roçando de leve. Eu fechei os olhos um segundo, só sentindo o cheiro dele misturado com o alecrim que ainda subia da cozinha.

— Prometo que vou sentir cada pedacinho seu antes de qualquer coisa.

Eu abri a boca pra responder e ele me beijou antes da palavra sair. A língua dele entrou devagar, quente, testando. Eu respondi no mesmo ritmo, sentindo o gosto dele na boca, a forma como ele respirava contra mim.

A mão grande dele subiu pela minha cintura, subiu mais, parou por cima da blusa. Os dedos dele abriram, a palma cobrindo o peito. Ele apertou devagar, sentindo o peso por cima do tecido fino. Eu arquejei dentro do beijo, o som escapando baixo.

A outra mão veio por baixo, repetindo o movimento. Ele segurou os dois seios ao mesmo tempo, apertando com cuidado, mas firme o suficiente pra eu sentir o calor da pele dele atravessando a blusa. Meu mamilo endureceu contra a palma dele.

— Vai devagar primeiro, tá? Depois pode parar de ser tão cuidadoso.

Ele respondeu com um som grave no fundo da garganta, os dedos apertando mais. O beijo ficou mais fundo, mais molhado. Eu abri a boca pra ele, a língua encontrando a dele, o corpo todo inclinando pra frente.

As mãos dele desceram um pouco, os polegares roçando os mamilos por cima da blusa, apertando de leve. Eu gemi baixo, a coxa dele ainda encostada na minha, o calor dele passando pela calça. O couro do sofá rangeu quando eu me mexi, abrindo mais o joelho.

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