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Mandei meu funcionário tocar a campainha às oito em ponto

por Dani Vasconcelos · 28 de set. de 2026

Cheguei em casa cansada depois de mais um dia mandando em tudo e em todos, o corpo ainda tenso de tanto segurar as rédeas. O café que deixei passando antes de sair ainda dava aquele cheiro doce na cozinha, e o relógio de parede marcava os segundos, como se soubesse que eu tava esperando por alguém.

A campainha tocou bem na hora que eu tinha marcado. Puxei o nó do roupão de seda um pouco mais justo na cintura, o tecido frio contra a pele do decote. Um calor diferente subiu pela barriga só de saber que ele estava do outro lado da porta.

Abri e lá estava Daniel, parado no corredor com as mãos presas ao lado do corpo, os ombros se destacando sob a camisa social ainda passada. Ele olhou rápido pra baixo assim que nossos olhos se encontraram.

— Daniel, você chegou bem na hora, como eu ordenei. Isso é um bom começo.

Ele respondeu com a voz baixa, quase um sussurro, e entrou quando eu dei espaço. O ar-condicionado bateu na pele do meu peito, deixando um arrepio que eu fingi não sentir enquanto fechava a porta.

A gente foi pra sala sem dizer mais nada. O sofá de veludo engoliu nossas pernas quando a gente sentou, e cruzei as pernas, a textura macia roçando na pele. O café ainda cheirava forte, misturado com o cheiro dele, de sabonete fresco e algo mais.

— Antes da gente começar, eu quero relembrar as regras que a gente combinou no café.

Daniel assentiu, os olhos descendo de novo. O relógio marcava o tempo entre a gente.

Daniel ficou quieto por um segundo, olhando as próprias mãos apoiadas nos joelhos. A luz amarelada do abajur batia no seu rosto e deixava a camisa social com um tom mais suave, como se o tecido tivesse sido amassado de propósito.

— Sim, senhora... eu não queria me atrasar de jeito nenhum.

Ele falou baixo, sem conseguir segurar o olhar por muito tempo. O relógio marcava cada segundo, e percebi que, toda vez que eu abria a boca, os olhos dele caíam pro chão antes de voltar. Era automático, quase uma resposta do corpo.

Deixei o silêncio ficar um pouco mais apertado entre a gente, só pra ver até onde ele aguentava. Daniel respirou fundo, os ombros se mexendo de leve por baixo da camisa, como se estivesse se segurando pra não se mexer demais.

— Lembra das regras que a gente combinou no café?

Ele assentiu rápido, mas ainda não olhou de novo. O ar-condicionado soprava, frio contra o meu decote, e senti que ele estava olhando pra lá sem querer, como quem não sabe se pode ou não.

A gente ficou quieta por uns instantes, só com o cheiro do café que ainda vinha da cozinha e o veludo do sofá roçando na pele. Daniel mudou a posição do pé, a mão apertando um pouco o próprio joelho.

— Hoje você vai aprender a pedir de verdade, com essa voz tremendo que eu gosto.

As palavras saíram mais baixo do que eu planejava, mas ele ouviu. Daniel ergueu o olhar por um segundo, rápido, como quem testa se a frase era pra ele mesmo. Depois baixou de novo, e dessa vez demorou mais pra levantar.

O relógio marcava o tempo. Cruzei as pernas, o roupão se ajustando no peito, e quando olhei de novo pra ele, Daniel estava olhando pro decote aberto, sem desviar. O olhar ficou ali por mais tempo do que ele mesmo deve ter percebido.

O relógio bateu um pouco mais alto, como se quisesse preencher o silêncio que ficou entre a gente. Daniel respirou, os ombros subindo e descendo debaixo da camisa, e reparei que ele apertava o próprio joelho com força, como quem precisa de alguma coisa pra segurar.

— Você tá pronto pra aprender a pedir de verdade?

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Ele ergueu o olhar rápido, quase um susto, depois deixou cair de novo pro chão. A luz amarelada do abajur batia no lado do rosto dele e deixava uma sombra fina na linha do maxilar. Vi o peito subir e baixar por baixo do tecido da camisa.

— Eu… eu acho que sim. Mas eu nunca fiz isso de verdade. Só pensava… só imaginava.

A voz dele saiu rouca no fim da frase, como se as palavras tivessem ficado presas na garganta antes de sair. Ele mudou o peso do corpo no sofá, a mão descendo do joelho até a coxa, e percebi que os dedos estavam trêmulos.

O café continuava cheirando na cozinha, doce e quente, misturado com o cheiro dele de sabonete. O ar-condicionado soprava no decote do roupão, gelando a pele que o tecido deixava de fora. Daniel olhou pra lá de novo, rápido, mas demorou um pouco mais pra desviar.

— Imagina desde quando?

Ele sorriu de lado, quase tímido, e os olhos desceram pros meus pés de salto apoiados no tapete. Depois subiram, parando na linha do pescoço, no jeito que o roupão caía aberto.

— Desde aquela reunião de quinta. Quando você mandou todo mundo sair e ficou só a gente. Você falou baixo, tipo… tipo que ia resolver tudo sozinha. Eu não consegui parar de pensar nisso o resto do dia.

A voz dele falhou no meio da frase, mas ele continuou, falando mais rápido agora, como se precisasse contar tudo antes de perder a coragem.

— Depois eu fiquei no carro, no estacionamento, e… imaginei você falando assim comigo. Só que em casa. Sem ninguém por perto.

Ele parou, respirou fundo, e a mão fechou no tecido da calça, apertando. O relógio marcou mais um segundo, alto no silêncio.

— E você, Raquel? Você já imaginou?

Não respondi na hora. Deixei o silêncio ficar um pouco mais apertado, só pra ver como ele ia aguentar. Daniel mordeu o lábio inferior, os olhos indo pro decote de novo, e vi o peito dele subindo e descendo mais rápido agora. O veludo do sofá roçava na minha perna, macio, e o frio do ar-condicionado batia na pele do peito toda vez que eu respirava.

O relógio marcava o tempo entre a gente.

Daniel chegou mais perto no sofá, os joelhos quase encostando nos meus. A respiração dele saiu mais curta, e percebi que as mãos estavam fechadas com força nas próprias coxas, os dedos brancos de tanto apertar.

— Por favor… me manda fazer o que você quiser.

A voz dele tremeu no meio da frase. Senti o calor subindo do corpo dele, misturado com o cheiro de sabonete ainda na pele. O abajur amarelo batia no pescoço dele, e vi o pulso batendo rápido ali.

Me inclinei um pouco mais pra frente, o decote do roupão abrindo ainda mais. Os lábios dele estavam tão perto que sentia o ar saindo quente da boca dele, e o meu ficou preso na garganta por um segundo. O relógio de parede marcou mais um segundo, alto no silêncio.

Ele respirou fundo, os ombros se mexendo debaixo da camisa, e vi o olhar dele descendo pro meu peito de novo, rápido, como se não conseguisse segurar.

— Eu… eu quero que você mande em mim fora do trabalho, como a gente falou.

Não esperei mais. Puxei ele pelo colarinho da camisa e beijei com força, a boca abrindo contra a dele. O veludo do sofá roçou na minha coxa quando me mexi pra ficar mais perto, e o gosto dele de café misturado com algo mais doce subiu na minha boca.

Minhas mãos desceram pelo peito dele por cima da camisa, o tecido quente e o peito subindo e descendo rápido. Os dedos dele tremeram quando encostaram na minha cintura, e puxei ele mais pra perto, o beijo ficando mais fundo.

O roupão começou a se abrir, a seda escorregando dos meus ombros enquanto puxava ele pra cima de mim. O ar-condicionado gelou a pele do meu peito, mas o calor dele cobriu tudo.

Ele gemeu baixo contra minha boca, e passei as mãos pelos ombros dele, sentindo a tensão ali, os músculos duros debaixo da camisa. O beijo não parava, e sentia o pau dele duro contra minha coxa por cima da calça, latejando toda vez que ele se mexia.

O relógio marcava os segundos, mas já não ouvia mais. Só sentia a boca dele na minha, as mãos tremendo na minha cintura, e o roupão caindo mais e mais pelos meus ombros enquanto o beijo se aprofundava.

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